Crianças, adolescentes e os apelos comerciais em rede

Por Inês Vitorino

Uma das características marcantes da comunicação comercial, em
especial da publicidade, é a ubiquidade. Como tem sido reconhecido em
estudos internacionais sobre o tema, como os do Hanz-Bredow Institut,
a “pervasividade” da publicidade no cotidiano infantil, presente nas suas
horas de lazer, em seus deslocamentos e, até mesmo, na escola, acentua-se
no contexto da convergência midiática. Neste novo cenário, marcado pela
multiplicação das tecnologias de informação e comunicação (TIC), ampliamse
e tornam-se complexos os problemas e desafios relativos ao exercício da
proteção e da promoção de crianças e adolescentes.

No Brasil, os primeiros resultados com abrangência nacional sobre essa nova
forma de crianças e adolescentes “conviverem” com a publicidade na Internet
vêm a público com a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2014. Além de estabelecer
uma continuidade importante com a série histórica que investiga a relação deste
segmento com as TIC, essa pesquisa colabora para colocar na agenda nacional
este precioso debate.

A investigação é reveladora do alto nível de exposição e de interação de
nossas crianças e adolescentes com os apelos comerciais. Se 85% deles
reconhecem ter tido acesso à publicidade pela TV, já soma 61% o número de
adolescentes entre 11 e 17 anos usuários de Internet que reconhece ter sido
alvo de suas mensagens publicitárias nas redes sociais. Os sites de jogos como
espaço de contato com esse tipo de conteúdo foram apontados por 30% deles.
Do ponto de vista da ampliação do acesso, além de questões clássicas que
envolvem essa problemática, ou seja, relativas ao tipo de conteúdo publicitário
que é exibido na rede, os aspectos éticos das mensagens, o incentivo ao
consumismo, o risco de contato com temas/imagens inapropriados, entre
outras, surgem novos problemas. Entre os quais, é possível citar os decorrentes
da crescente diluição de fronteiras entre o que pode ser designado como
publicidade, ou jogo, ou site de produto/marca e que envolve crianças e
adolescentes em novas formas de brincar, de se divertir e, até mesmo, de se
promover, e o que se relaciona diretamente a interesses comerciais.

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Da cama ao banheiro: pesquisa revela hábitos do brasileiro ao celular

O brasileiro baixa um monte de aplicativos no celular, mas prefere mesmo os de redes sociais, os de troca de mensagens e… os bancários. É o que revela pesquisa realizada pela Nielsen Ibope com usuários de smartphone. Segundo o levantamento, já são mais de 70 milhões de brasileiros com esse tipo de aparelho – para efeitos de comparação, há no país 96 milhões de pessoas com acesso a computador com internet em casa.

Os resultados também apontam tendências curiosas. Confira:

Conectado na cama, na espera, na ida ao banheiro…

É exatamente isso que você leu. Em uma pergunta sobre os três momentos em que mais usam a internet no smartphone, um quinto dos entrevistados citou a ida ao banheiro: 20% admitiram a prática que, aliás, é mais comum entre os que têm renda mais alta (nessa faixa, são 25%).

No top 5 de hábitos, estão também aqueles que já acordam com o celular na mão (24%) e os que o usam enquanto assistem TV, que somam 34%.

Quase metade dos entrevistados lança mão do aparelho para tornar qualquer espera menos dolorosa (46%) e, em vez de contar carneirinhos, enumera likes nas redes sociais: 48% dão aquela conferida na vida online antes de dormir.

De olho na conta bancária

Os pesquisadores não revelam, por política interna, o nome dos aplicativos favoritos dos entrevistados.

O dado por categorias, porém, já dá uma ideia do perfil do brasileiro comum. No celular, ele fica atento aos aplicativos de mensagens, às redes sociais, aos mapas e ao saldo bancário.

Essa atenção especial aos zeros na conta corrente parece ser algo tipicamente tupiniquim.

Segundo José Calazans, analista de mercado da Nielsen Ibope, os apps de bancos nem entram no Top 20 nos Estados Unidos, por exemplo. No Brasil, por sua vez, a lista traz não só um, mas quatro aplicativos bancários.
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Cash & Carry invade o Brasil e acirra a disputa por mercado


O nome ainda é estranho para o brasileiro. A expressão de origem inglesa Cash & Carry (também conhecida como atacado de autosserviço ou ainda atacarejo, esta última com alguma conotação pejorativa) designa um sistema comercial de livre serviço, onde o ponto de venda oferece um modelo de negócios híbrido, voltado tanto para o comprador profissional (transformadores e pequenos varejistas) como para o consumidor final. Este modelo tem especiais vantagens para os pequenos comerciantes, transformadores e grupos profissionais que isoladamente têm pouco poder de negociação junto aos fabricantes e distribuidores.

O princípio do Cash & Carry é que o próprio cliente escolha o produto diretamente nas prateleiras, comprando-o e levando-o com ele, evitando assim os custos com vendedores, com transportes e com diversos tipos de serviços não essenciais. Por outro lado, o mix de produtos é geralmente menor do que nos varejistas tradicionais e os produtos são vendidos em embalagens institucionais e packs de grande dimensão, o que permite a prática de preços mais baixos.

O conceito inovador de Cash & Carry foi apresentado na Alemanha há mais de 40 anos pelo Professor Dr. Otto Beisheim, que em 1964 abriu o primeiro estabelecimento deste tipo na cidade de Mülheim (Ruhr).

Cash and Carry no Brasil

Trazido para o Brasil pelo Makro, em 1972, o chamado Cash & Carry agora está crescendo e travando uma guerra entre os gigantes Carrefour, Wal Mart e Pão de Açúcar. Cada um se apressa para aumentar os seus números de lojas neste segmento. O Carrefour com sua bandeira Atacadão, o Wal Mart com o Maxxi e o Pão de Açúcar com o Assai. E o pioneiro com ele mesmo, Makro. Veja como está a disputa em número de lojas:

Carrefour/Atacadão – 34 unidades
Wal Mart/Maxxi – 25 unidades
Pão de Açúcar/Assai – 34 unidades
Mart Minas – 09 unidades
Decisão Atacadista – 04 unidades
Makro -70 unidades

Este segmento tem crescido nas classes C, D e E. Já do outro lado está o modelo chamado de Power Center, importado da Europa e dos Estados Unidos. Trata-se de um formato onde num mesmo espaço se alojam duas bandeiras do mesmo grupo. Exemplo disso é o formado criado pelo Grupo Pão de Açúcar, que reúne num mesmo espaço as bandeiras Extra e Assai, com a interligação entre as lojas. Este modelo tem como alvo as classes A e B. Vale lembrar que tanto no Atacarejo, como no Power Center, o custo operacional é menor.

Fonte: Adnews


Pesquisa da Nielsen aponta mudança de comportamento de consumo


Não é mais novidade que a classe C deixou de ser o motor da economia. No entanto, o estudo Mudanças do Mercado Brasileiro, da Nielsen, revela que os consumidores conquistaram um novo padrão de consumo, acessando produtos diferenciados e, agora, diante de uma desaceleração econômica, querem manter o que conquistaram. A contribuição dos fatores macroeconômicos será negativa (na ordem de -3.6%) para a movimentação das cestas em 2015. Isso indica que as pessoas já estão em busca de um ponto de equilíbrio quando o assunto é consumo.

Segundo a Nielsen, 64% dos brasileiros afirmam que, para poupar, diminuem o lazer fora do lar e 13% estão economizando para pagar dívidas atrasadas. “Os consumidores reduzem o lazer fora do lar, mas querem continuar se divertindo”, diz Gloria Tittoto, analista de mercado da Nielsen.

Outro dado que demonstra a situação de atenção no consumo é a ida ao ponto-de-venda. Houve uma queda de 4,7% no número de visitas ao ponto-de-venda em 2014 com aumento do tíquete médio em 5,6% a cada visita, ou seja, as compras estão sendo mais planejadas: o consumidor vai menos vezes à loja, mas gasta mais a cada visita. E pela pesquisa, a classe A + B é a que está puxando o consumo.

 

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Como consequência, o canal Cash & Carry teve um crescimento significativo em 2014. Houve a abertura de 47 lojas no Brasil com 1,4 milhão de lares que passaram a fazer compras neste canal em 2014. “O Cash & Carry é favorecido pela vantagem financeira, atraindo novos compradores e fidelizando o shopper”, afirma Mayane Soares, analista de mercado da Nielsen.

Outros dois canais que se destacaram este ano foram o Minimercado e Supermercado, que se beneficiaram de um aumento do número de itens comprados a cada ida ao ponto-de-venda.
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FSC® divulga pesquisa sobre consumo verde


Para compreender melhor o mundo em que se insere, o FSC® – Forest Stewardship Council – realizou uma pesquisa mundial sobre hábitos de consumo sustentáveis. Foram entrevistadas cerca de nove mil pessoas, homens e mulheres, com idades entre 21 e 64 anos, em 11 países. Os resultados mostram que a maioria das pessoas acredita que suas escolhas fazem, sim, diferença. E quase 60% estão dispostas a pagar mais por um produto “verde” e pretendem aumentar seus “ecogastos” no futuro. Quatro em cada cinco dizem que as empresas devem se responsabilizar por questões como poluição e aquecimento global.

Cerca de 80% dos entrevistados acreditam que problemas ambientais como os citados acima são muito sérios. Brasileiros, sul-africanos e indianos estão entre os mais preocupados. “Esse é um dado que salta aos olhos, mas levanta a questão de que, pelo menos por aqui, a quantidade de intenção que vira ação ainda é menor do que gostaríamos”, diz Fabíola Zerbini, secretária-executiva do FSC Brasil. Em algumas cadeias, como a moveleira, produtos certificados ainda são de fato mais caros. “É preciso relacionar valor monetário com valor ambiental e social”, completa Fabiola. “Qualidades distintas têm preços distintos”.

No geral, para enfrentar essas situações, as pessoas adotam comportamentos mais responsáveis, como economizar energia (80%) e água (78%) e reciclar (75%). A motivação é maior se a atitude é facilmente incorporada no dia a dia e traz ganhos diretos.

Quando é preciso investir tempo ou dinheiro, o engajamento diminui um pouco. Apenas 52% dos consumidores consideram o meio ambiente na hora da compra, 51% usam meio de transporte verde, 20% fazem voluntariado e 19% fazem doações. Entre as principais barreiras para não se tornar sustentável, os entrevistados citam o custo extra, a falta de conhecimento sobre o que é possível fazer, a rotina corrida e a responsabilidade do governo.

Para se orientar na hora da compra, cerca de 50% confiam plenamente em selos de certificações – como o próprio FSC – e rótulos de embalagens. E enquanto apenas 20% acreditam nas propagandas das empresas, 44% dão crédito a prêmios e ao reconhecimento de terceiros; 43% confiam na opinião de amigos, familiares e colegas de trabalho e 34% acham valido ler resenhas, blogs e comentários. E pouco mais de 30% das pessoas acreditam no que está escrito nos relatórios de sustentabilidade das empresas.

Essa pesquisa sobre o perfil de consumo resultou na revisão e posicionamento global da marca FSC. O novo slogan, Florestas para Todos para Sempre (Forests For All Forever), reafirma a visão de salvar as florestas para as gerações futuras, enquanto a identidade visual, que inclui animais e pessoas, reforça a abordagem holística do manejo florestal responsável. “As florestas são muito mais do que árvores e madeira, são reservas de água potável, proteção para os animais e habitat de povos e comunidades indígenas”, diz Kim Carstensen, Diretor Geral do FSC. Agora, nosso compromisso de proteger as matas e seus habitantes também se expressa através da nova marca e passa uma mensagem mais clara para os consumidores sobre o que significa comprar um produto certificado FSC”, afirma Carstensen.

Diante dos fatos recentes, como desastres naturais, perda da biodiversidade e crescente desmatamento, boa parte da população já percebeu que economia e meio ambiente andam juntos e não dá para ficar de braços cruzados.

Fonte: GWA Comunicação