
A MTV Brasil apresentou recentemente o Dossiê Universo Jovem MTV 5, cujo objeto de estudo foi o consumo de mídia dos jovens entre 12 e 30 anos das classes A, B e C. Devido ao seu hábito de usar vários tipos de mídias simultaneamente, o que os coloca em contato com telas de diferentes aparelhos tecnológicos (celular, computador, televisão, iPod…), o grupo recebeu o nome de “Screen Generation”. Para pontuar a relação que esses jovens têm com suas telas, eles foram divididos em 6 grupos:
Hedonistas: Só usam aparelhos tecnológicos para se divertir. São importantes em sua vida os amigos, formação escolar, carreira e independência financeira. As principais atividades na web pelas quais se interessam são games, download de programas e músicas, vídeos e fotos. As mídias que mais utilizam são internet e games.
Leia o restante deste artigo »
-
23
mar 13
0 comentários -

Se sua agência participa de licitações para a propaganda de órgãos governamentais, não precisamos lhe dizer que algo agora mudou. Por mais que sua agência e você tenham prestígio, é necessária uma Proposta Técnica demonstrando que sua agência conhece melhor que ninguém as necessidades de comunicação do licitante.Um raciocínio que vai além do básico
A matéria prima do raciocínio é a informação. Mas são raros os editais que contêm dados suficientes. Coletar, analisar e sintetizar dados é nossa especialidade. Uma visão atualizada do ambiente em que opera o agente governamental permite planejar as estratégias para se alcançar o objetivo de comunicação desejado.
Estratégias que vencem

Nossa longa experiência em Propaganda – do Planejamento à Mídia, do Atendimento à Criação – nos dá as ferramentas para trabalharmos harmonicamente com os departamentos de sua agência envolvidos na licitação. As Estratégias de Comunicação Publicitária que desenvolvemos dão à área de Criação o terreno fértil para que a inspiração brote vigorosa. E as Estratégias de Mídia e Não Mídia dão especial atenção aos novos meios de comunicação interativos da Era Digital.Ideias mais que criativas
Nada mais desafiador do que a folha em branco diante do artista. Principalmente quando o Briefing do licitante não passa de uma compilação de textos aleatórios, como acontece com frequência. Por isso, o Raciocínio Básico e as Estratégias de Comunicação e de Mídia que preparamos suprem a Criação com ideias que podem se transformar em campanhas diferenciadas e eficazes.
Rapidez e integração
Sabemos que os prazos em licitações são sempre apertados. Mas nosso método de trabalho integrado e com revisões ao longo do processo garante que todos os componentes da Proposta Técnica estejam prontos a tempo.
Os novos Prefeitos estarão licitando suas contas dentro em breve. Esteja preparado para vencer. Visite-nos nos endereços abaixo.
www.arnholdt.com.br
www.facebook.com/henrique.arnholdthttp://www.facebook.com/Arnholdtcom
http://br.linkedin.com/in/arnholdt
-
22
dez 12
Clique na capa do livro para abrir o arquivo. Salve-o no seu HD e leia com calma. São apenas 25 páginas. -
22
nov 12
Por Amir Vieira
Ou tu viajas na minha carência ou eu na tua.
Sequiosa, louca por dominar, me olhas
e me avalias… Eu, silencioso, ensaio
este passo de dança que o destino me impõe.
Nada posso fazer, o destino é que me impõe,
sorridente. E a mim só resta jogar o jogo.
Mas tu, mulher, é que controlas as rédeas.
E, por alguma razão que só tu conheces,
sempre escolhes o questionamento. Louca
por dominar, atiras a seta do amor,
brincalhonamente, irresponsavelmente.
A mira é calculada com o máximo rigor.
Leia o restante deste artigo » -
10
nov 12Côro
Abre-se o itinerário como uma palma de mão:
cinco dedos cinco nortes.
Como uma estrêla-do-mar:
ouriçada no seu centro semovente.
Henrique
Eu te olho e te vejo deslizando
na graça de minhas pálpebras
risonhamente luteranas.
Por que esse espanto desconfiado
diante do súbito teorema
que começa a coruscar no espaçoporto de minha testa?
Iole
Ah és tu que me olhas e me amas
a pedra feiticeira a terra que sou.
With your permission: meu mistério meu segredo
exigem que eu durma.
-
3
out 12
Com uma arquitetura que só voltaria à moda nos anos 1990, o Bar Riviera se encontrava, como todo o bar que se preza, numa encruzilhada: Consolação e Paulista. Mas então, nos anos de chumbo, ele passava um ar antiquado. Contudo, ao se entrar no Riviera, o que menos se percebia era a arquitetura.
O que saltava aos olhos, após os ouvidos terem sido assaltados pelo burburinho, era a extraordinária variedade de seres que se acotovelavam por todos os espaços livres, entre as mesas, contra as paredes, no balcão, na escada do mezanino, debruçados na amurada do mezanino, parecia que se tinha entrado num desses bares de filme de ficção científica em que seres de outros planetas se entregavam aos prazeres humanos enchendo adequadamente a cara e paquerando.
Havia música? Impossível dizer, pois dezenas de conversas (centenas?) se entrecruzavam no ar enfumaçado (não havia apartheid de fumantes então). E que conversas eram essas? Ora, conversas sobre a vida, weltanshaaung, política, arte, literatura, casos de amor, crimes, fofocas. A energia era tal que nos esquecíamos do que estava solto lá fora, a matilha separando e devorando os mais fracos ou os mais desavisados dos inocentes que éramos todos então.
Renan foi um desses inocentes que a matilha pegou. Leia o restante deste artigo » -
5
set 12Fui hoje ao xópis, como diz minha amada amiga. A Linha T7 da Carris (R$2,85) pára (insisto no diferencial) em frente de meu prédio. Entrei. Ao contrário da praxis social dos lotações, não se cumprimenta o motorista do vulgar ônibus. Não cumprimetei. Paguei com as moedas previamente embolsadas. Arranjei-me em pé no corredor. Esse ônibus em particular será dos mais modernos da frota. Tem ar condicionado. Que estava mantido a uma temperatura extremamente baixa, estando frio lá fora. Passou-me pela cabeça voltar-me de frente para os demais passageiros, bater palmas para chamar-lhes a atenção e propor uma enquete abrupta. “Não acham que está muito frio neste ônibus”, perguntaria. “Quem achar que sim, levante o braço”, completaria, para não deixar dúvidas. Estou convicto de que minha moção seria aprovada e ordenaríamos ao motorista que subisse a temperatura. Mas não passou da fantasia. Esses ônibus modernos têm barras aéreas horizontais (perpendiculares ao eixo do veículo) tornando possível ao passageiro em pé voltar-se para a frente do bólido e surfar (o wind-surf daria uma metáfora melhor). Curti o movimento por algum tempo indefinido. O sol poente entrava pelas janelas, dourando tudo que encontrava pela frente. Novos viajantes começaram a entrar. Perdi minha posição privilegiada. Esse rearranjo, (meio caótico, meio tendente à ordem) me postou diante de um banco. Neste banco, sentava-se um casal de jovens surdo-mudos. Ela tinha aquele aspecto pálido e febril das heroínas tuberculosas, mas seu pequeno rosto era de uma expressividade de mímicos, seus olhos negros diziam a seu amado, o que ele precisava saber. Suas mão, seus dedos, bailavam diante dela, tocavam seu magro peito, seu rosto de alabastro. Luzia de significado. O rapaz, boné de baseball invertido na cabeça encaracolada, o pouco de rosto que eu conseguia ver adornado por um par de óculos, era todo absorção. Bebia os gestos da amada com devoção. Encerrando o seu silencioso diálogo, o rapaz apoderou-se do indicador esquerdo da garota e juntou seu indicador direito ao dela, batendo-os repetidas vezes. Ela acenou enfaticamnte com a linda cabecinha, isorrindo, ele se inclinou e beijou-a discretamente. Foi lindo. Lamentei que minha inata discrição me obrigasse a desviar o olhar de vez em quando. Gostaria de ter acompanhado aquele diálogo ininteligível (mas cheio de significado e beleza) o tempo todo. Cheguei ao shopping center. Desci. Entrei. Entre as periguetes e as senhoras do Botox, consegui ver um bebê em seu carrinho, totalmente indiferente ao que o cercava, introspecto, contido em si, feliz. Fiquei feliz por ele. Ainda por algum tempo poderá manter essa postura indiferente ao mundo, mas logo o mundo se imporá a ele. Fiquei triste por ele.
-
3
set 12Em setembro de 1974, a vida foi me encontrar em Arraial do Cabo. Fora da estação, a cidadezinha estava quase deserta. Da janela da casinha cujas chaves um amigo me confiara, podia ver o mar e as rochas cobertas de vegetação de um promontório que se curvava ao sul da baía. Tirei o rolo de tela da mochila, cortei um pedaço e me pus a lambuzar óleo sobre o linho. Trazia poucos tubos de tinta e as misturas que tive que fazer para aproximar os verdes e azuis da vegetação e do mar resultaram numa paleta que nunca mais pude reproduzir. À medida que pintava, percebi que a paisagem era uma sucessão de curvas. O mar tinha um azul diferente para cada profundidade, cada corrente térmica. As rochas se arredondavam sob as frondes dos arbustos que se agarravam a elas e pouco a pouco a pintura foi se abstraindo, resolvendo-se em sinuosidades. Produzi, nesse tempo que vagabundei por lá, umas cinco telinhas que deixei para trás. Meu amigo tinha em Cabo Frio uma loja de artesanato e suponho que as tenha vendido. Gosto de imaginar que essas pequenas paisagens tenham encontrado quem as apreciasse e que ainda hoje estejam em paredes espalhadas por aí.
Morava no Arraial outro pintor, cujo nome me escapa. Visitávamo-nos ocasionalmente para discutir o que estávamos fazendo, filosofar sobre a condição humana e beber muito. Uma noite, já quase madrugada, deixei a casa dele e tomei a pé o caminho de volta para meu abrigo. O frescor da noite desanuviou em parte os fumos do conhaque que bebera em excesso. Brilhavam as estrelas e um vento tímido trazia a maresia. O silêncio era absoluto. Postes esparsos lançavam, aqui e ali, cones de luz. Ia eu distraído, provavelmente revisando alguma profundidade que nossa conversa tivesse deixado emergir. A meio caminho, observei a uns cinquenta metros de distância dois enormes cães brancos placidamente estendidos sob a luz de um poste. Perceberam-me ao mesmo tempo. O menor deles imediatamente se ergueu, com as orelhas em pé. O outro seguiu-lhe o exemplo. Silenciosamente, dispararam em minha direção, as unhas raspando o asfalto carcomido da estradinha.
Os pelos de minha nuca se eriçaram e senti a carga de adrenalina se espalhar por meu corpo. Num relance, imaginei-me derrubado pelos dois animais, suas mandíbulas arrancando pedaços de minhas carnes. Meu cérebro reptílico mandou o cerebelo às favas e tomou o controle. Ergui os braços e saí correndo em direção a eles, soltando um urro primitivo. Se era para morrer, morreria engalfinhado com as feras. Certamente os dois nunca esperaram ter diante de si um ser humano que não só os enfrentasse, mas os ameaçasse de forma tão brutal. Deram-me as costas e fugiram ganindo, embrenhando-se na escuridão.
Segui meu caminho e passei pelo lugar em que se escondiam, ainda soltando ganidos lamentosos. Cheguei em casa e joguei-me numa cadeira pois as pernas tremiam incontrolavelmente. Suava em bicas. Algumas doses de pinga me devolveram um pouco de equilíbrio e pude voltar a respirar.
Meditei sobre o que acontecera, a transição incosútil entre o artista e o troglodita. Como é pequena a distância entre esses dois seres e como trazemos, dentro de nós, personagens que ignoramos e que nos surpreendem quando são chamados pelos azares da vida. -
18
ago 12
Mão de Pilão controla a cana do leme do Santa Clara com a pata enorme que lhe vale o apelido. O sol do meio-dia refulge em suas pulseiras de cobre e as contas brancas e vermelhas de Xangô brilham no vasto peito marrom. As velas, de uma desbotada cor de laranja, lançam sobre o convés estreitas sombras de um matiz que realça as peles tisnadas dos índios de Afonso, sossegadamente esparramados pelas pranchas. Garça Pequena, Macaquinho e Anta Gorda escutam Cabelo de Velha ensaiar uma nova canção: de como Curupiravá, o Diabo Homem – que é o nome que índios amigos e inimigos dão a Afonso – enfrentou e venceu a frota holandesa com duas jangadas e doze tupiniquim, usando apenas coragem e esperteza. Cara Queimada, Rede Grande e Vento Quente passam de um para outro uma canguera de pitum, olhando em silêncio as nuvens brancas que desfilam pelo céu doloridamente azul. Olho de Peixe e Boca de Jacaré conversam baixinho, em meio a muitas risadinhas que soltam pelo nariz.
Junto a Mão de Pilão está o nigeriano João de Lagos, para ajudá-lo na eventualidade do mar embravecer e serem necessários mais de dois braços para manterem o leme no curso. André, Diogo e Bartolomeu, que formam o complemento da ala africana da companhia, estão sendo instruídos nas artes náuticas.
Quem os instrui é Carvalhinho, natural do Viseu e degredado para o Brasil por vagabundagem. A mudança de ares parece ter-lhe feito bem, já que, desde que se empregou no engenho de Francisco, tem mostrado ser pau para toda obra. Amaro Eanes, João de Viana, Gaspar Tojal, Lopo Brás e Felipe Vaz estão a postos junto às adriças e escotas das velas, prontos a obedecer às ordens de Carvalhinho, movendo os panos para aproveitar ao máximo a força do vento. Baltazar Fernandes, Belchior Gonçalves e Inácio Caldeira estão postados junto à artilharia de bombordo, duas das roqueiras tomadas por Francisco dos holandeses na Ilha de Itaparica. A terceira está assentada a estibordo, ao lado do falconete em berço giratório, equipamento original do Santa Clara.
Francisco finalmente vai rever Helène. Viaja na proa do iate, ansioso por chegar.
Leia o restante deste artigo » -
26
jul 12
A coluna de cinquenta soldados fortemente armados deixa Salvador pela Porta do Carmo. Encabeçando a tropa vai o Coronel Van Dorth, acompanhado de seu corneteiro e do Major Schoutens, seu guia nesta primeira excursão pelo território que o Príncipe de Orange e a Companhia das Índias Ocidentais o incumbiram de expandir e governar. Os três vão a cavalo, a passo, acompanhando o ritmo da infantaria. A cabeça de Schoutens, sob o capacete de aço, parece prestes a explodir. Não devia ter bebido tanto na noite anterior.O céu desta manhã de segunda-feira em meados de 1624 é de um azul brilhante, realçado por nuvens brancas que por ele velejam. Mas os caminhos ainda estão escorregadios com a lama das últimas chuvas. Já na descida ao vale que separa o Morro do Carmo da cidade, muitos dos soldados deslizam no barro pegajoso e caem sentados, sob as gargalhadas dos companheiros que conseguem se manterem pé. Van Dorth se volta na sela para lançar à tropa um grave olhar de censura e os sargentos se apressam em chamar os jovens soldados à ordem. Mas nada pode eliminar o ar de feriado que o sol empresta à expedição. A subida da Ladeira do Carmo é igualmente penosa e até mesmo os cavaleiros têm dificuldade em controlar suas montarias. Quando alcançam o Convento, os animais estão sujos até a altura da barriga e os uniformes dos soldados já não apresentam o brilho com que entraram em forma na Praça do Palácio.
A meia légua até a ermida de Santo Antônio Além-do-Carmo é coberta por um caminho que se estende pela crista do morro, beirando o penhasco que vai morrer na praia, vinte braças abaixo. A vasta extensão azul da baía de Todos os Santos cintila ao vento fresco e Van Dorth pausa para beber a gloriosa beleza desta manhã. Gaivotas lançam-se das rochas em vôos rasantes sobre a água e borboletas enlouquecidas adejam por entre a vegetação. Pássaros cantam de puro gozo. Reavivados pelas chuvas, os odores da mata que se estende para oeste chegam até suas narinas, cheiros novos, desconhecidos, ricos de sensualidade. O rosto bem nutrido do Senhor de Harn e Pest e, agora, esperançosamente, da Bahia, se abre num sorriso de beatitude.
Fazem alto ao alcançar a ermida, antes da íngreme descida que conduz à praia. Diante de Van Dorth se espraia a longa meia-lua da península de Itapagipe, com o fortinho de Santo Alberto logo abaixo, junto à fonte de Água de Meninos, e o de São Felipe ao norte, lá na ponta de Montserrate.
- Este seria um bom ponto para a construção de um forte, – diz o Coronel. – Esses dois fortins aí embaixo estão muito distantes um do outro. O inimigo pode desembarcar entre eles, dar a volta por trás deste aqui… como é o nome?
- Santo Alberto, senhor, – responde Schoutens.
- Santo Alberto. Os portugueses e seus santos! Mas sim, como digo, o inimigo pode entrar e vir do norte, por ali. Um forte neste ponto, aqui no alto, controlaria o acesso à cidade. Vamos começar com uma trincheira e um bom parapeito de faxina. Mais tarde, quando o dique estiver pronto, levantaremos um forte de pedra.
- Sim, senhor. Anotado. – Responde o Major. – Um dique! – diz Schoutens a seus botões – Ele pensa que ainda está na Holanda?
Leia o restante deste artigo »


























