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O último grito da tecnologia guarda dentro de sua concha prata e preta uma visão de mundo de meados do Século 20. A interface para a leitura de livros, então, vai aos primórdios das artes gráficas.
É claro que tudo é de uma elegância atroz. Ao abrir a agenda de compromissos, o usuário sente-se como se estivesse num gabinete de paredes revestidas de mogno, sentado diante de um desk set de couro. Talvez num dos escritórios de Wall Street ou da Avenida Paulista.
O design é quase vitoriano. Sóbrio, marrom e ocre. O tema se repete no iWorks, a suite de aplicativos do tipo Office de que a Apple é proprietária.
A estante do vovô

A Apple tenta reproduzir no mundo virtual as sensações, gestos e reflexos que usamos no mundo real. A estante de madeira desenhada pela Apple talvez pretendesse ser a de alguma livraria chic de Park Avenue, mas parece-se mesmo com a prateleira de livros da casa de meu avô. Veja o vídeo abaixo para perceber o passado persistindo no presente.









